Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Futebol Juvenil: Conceitos Para a Formação – PARTE III

(Síntese de “Futebol Juvenil: Conceitos para a Formação”, comunicação elaborada para o Colóquio “Futebol Moderno: Conceitos e Tendências” – Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, 19 de Julho de 2008) Autor: Vítor Severino

Futebol Juvenil: Conceitos Para a Formação – PARTE III

Importa referir agora alguns princípios de treino fundamentais no processo de planificação / periodização do treino de jovens, principalmente nas camadas de pré – especialização. Nos primeiros anos de participação desportiva os jovens devem participar num conjunto vasto de actividades que promovam o desenvolvimento global das habilidades / movimentos de suporte, ao invés de participarem desde logo em programas tipicamente direccionados para uma especialização precoce. O acrónimo SPORTFIT (Stratton et al., 2004) engloba os princípios gerais e fundamentais a ter conta no futebol jovem:


- (S) Specificity: Exercícios específicos, que vão de encontro às exigências do jogo (do escalão) e às capacidades individuais do jovem atleta (diferenciação biológica);


- (P) Progression: Ajustamento do volume, da intensidade e da frequência do treino, de forma gradativa, de acordo com a evolução do jovem;


- (O) Overload: Cargas significativas para ganhos significativos e adaptações do organismo. Especial atenção deve ser dada à manipulação das cargas de treino (duração, intensidade, frequência…) de forma a evitar o sobretreino / lesões. Os períodos de crescimento rápido também devem merecer cuidados redobrados (durante a puberdade);


- (R) Reversibility: Manutenção do treino para manutenção da performance. Por outro lado, nos jovens, por estarem em crescimento, o decréscimo da capacidade pelo “destreino” pode não ser muito aparente;


- (T) Type: Diferentes tipos de treino, divertidos e educacionais. É fundamental que haja participação, em idades mais jovens, noutros desportos;


- (F) Frequency: A frequência de treinos com populações jovens depende do seu escalão etário (ver Balyie & Hamilton – LTADM / Long-Therm Athlete Development Model * post anterior), estádio de maturação, nível de performance adquirido e também do tipo de desporto. No caso particular do futebol, não é de extrema importância que se procure a especialização precoce.


- (I) Intensity: A intensidade relativa de treino pode ser medida em termos de percentagem da tarefa desenvolvida (frequência cardíaca relativa, repetições, séries…etc). Durante os períodos de crescimento rápido a monitorização do treino carece de especial atenção, com o objectivo de determinar de que forma respondem os diferentes atletas a determinada intensidade de treino.


- (T) Time: A duração do treino irá variar consoante a idade e o estádio de maturação dos jovens. As sessões devem durar, nas fases iniciais, não mais que uma hora. À medida que o treino se torna mais específico, o tempo dispendido em sessões de treino pode ir aproximando-se dos níveis dos adultos.

CONTINUA… (capacidades motoras)

Abraço!

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Passe Curto.Blogspot.Com - 1 ANO !


1 ANO...

Segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

Curiosidades...

Alguns recordes do Guinness...

-Mais mundiais femininos: A selecção alemã conquistou o seu seugndo campeonato do mundo em Xangai, China, em 2007, tendo também ganho em 2003. Este recorde é igualado pelos EUA, que ganhou em 1991 e 1999.

- Copa América: O maior número de golos é de 17, por dois futebolistas:Zizinho (Brasil) entre 1941 e 1953; e Norberto Mendez (Argentina) entre 1945 e 1956.

- Mais golos por mais clubes da Liga dos Campeões: Hernan Crespo marcou golos em desafios da Liga dos Campeões da UEFA para um recorde de cinco clubes entre 1997 e 2008. Os clubes foram: Parma, Lazio, Inter de Milão, Chelsea e Ac Milan.



- Golo mais rápido numa substituição da Premier League:A jogar pelo Arsenal, Nicklas Bendtner (Dinamarca) marcou seis segundos após ter entrado como substituto contra o Tottenham Hotspur, no Emirates stadium, Londres, a 22 de Dezembro de 2007.

- Major League Soccer - O recorde da MLS para o maior número de golos numa carreira é de 115 por Jaime Moreno (Bolívia), até Maio de 2008.

- Jogos treinados: Sir Alex Ferguson treinou o maior número de desafios até agora na Liga dos Campeões.

- Maior complexo de futebol no mundo: O National Sports Center em Blaine, Minnesota, EUA, tem 57 campos de futebol.

- Maior torneio de futebol do mundo: A "Copa Telmex", realizada no México entre Fevereiro e Outubro de 2007, foi disputada por 8600 equipas totalizando 148 714 jogadores.

- Mais truques de futebol "a volta ao mundo" em um minuto: John Farnworth (Reino Unido) executou 83 "voltas ao mundo" em um minuto no palco do Zheng Da Zong Yi - Guinness World Records Special em Pequim, China, a 2 de Novembro de 2007.

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Desporto de Jovens - O Papel dos Pais




Porque uma imagem vale mais que mil palavras !

Abraço, Vítor Severino...

Sexta-feira, 30 de Janeiro de 2009

Caracterização do Esforço no Futebol


O futebol, enquanto modalidade desportiva colectiva, exige ao jogador várias capacidades de entre as quais, para além dos factores técnicos, tácticos e psicológicos se destaca uma excelente condição física que sirva de suporte a um esforço intermitente com duração de 90 minutos. Durante o jogo, o atleta é submetido a fases aleatórias de esforço e repouso que alternam em intensidade e volume de duração. Só com um rigoroso conhecimento das exigências físicas do jogo é que se pode tirar verdadeiro partido das sessões de treino, para assim se aplicarem as cargas em função das exigências específicas que irão ser solicitadas na competição. Por outras palavras, o treino deve reflectir o jogo.

Diversos estudos têm revelado resultados de VO2máx e de limiar anaeróbio que sugerem diferenças estatisticamente significativas, principalmente relevantes, entre os guarda-redes e demais jogadores por um lado, e entre defesas centrais e avançados comparativamente aos laterais e médios centro (limiar anaeróbio). O grupo dos guarda-redes apresenta os valores mais baixos.

Assim sendo, estes dados apenas vêm sublinhar a importância da aplicação de cargas e métodos de treino diferenciados entre atletas de diferentes posições específicas, visto que a solicitação energética nos jogos é em si bastante diferente. Apesar do reconhecido interesse para o treino destes e de outros estudos similares, a verdade é que existem algumas limitações à sua aplicação, sendo que inúmeros factores influenciam e condicionam a performance do futebolista. De entre estes aspectos, talvez o mais relevante seja a concepção táctica da equipa, isto é, a forma como uma equipa joga (mais recuada em bloco, com médios ala, com linha defensiva recuada, com concepção mais ofensiva…etc.) e as próprias imposições que o adversário impõe (pressão alta, marcações individuais…etc.). Estas diferentes concepções de jogo vão impor ao atleta diferentes exigências físicas apesar de a posição específica em campo ser a mesma. Por outras palavras, um jogador defesa lateral que jogue num sistema mais ofensivo vai ter uma solicitação metabólica diferente de um mesmo jogador defesa lateral que jogue numa equipa que opte por uma concepção de jogo mais defensiva ou que simplesmente não permita a subida desse mesmo jogador defesa lateral no seu corredor de jogo.

No que respeita ao grupo dos guarda-redes, julgo que não faz muito sentido a aplicação de protocolos para a determinação da velocidade no limiar anaeróbio, como em alguns estudos tem sido feito. Se observarmos o padrão de movimentação de um guarda-redes em competição, verificamos que passa a maior parte do tempo parado, oscilando estas fases de “repouso” com intervenções explosivas de natureza anaeróbia aláctica. Contudo, o mesmo poderia referir-se ao VO2máx mas, nem que seja numa perspectiva de saúde ou de melhor capacidade de recuperação, estes parâmetros tornam-se também bastante importantes. A potência anaeróbia poderá também ser tida em conta e comparada entre as diversas posições, uma vez que durante o jogo o atleta é muitas vezes solicitado e rematar, saltar, cabecear ou, no caso dos guarda-redes, defender uma bola após impulsão.

Por último, gostaria ainda de referir que os atacantes poderiam ser, a meu ver, divididos entre pontas de lança e alas ou extremos. Estes últimos, apesar de atacantes, são jogadores que actuam nos corredores laterais e que têm um padrão de movimentação em nada semelhante aos atacantes que jogam numa posição mais central e fixa do terreno de jogo. Seria relevante verificar as diferenças entre estes dois grupos de jogadores bem como com os demais. Este factor, em última análise, remete mais uma vez para a influência do conteúdo táctico na exigência fisiológica energética dos atletas para o jogo.

Sendo o futebol uma actividade complexa, que exige ao atleta o desenvolvimento de diversas capacidades (físicas, técnicas, tácticas e psicológicas), é deveras importante que essas capacidades estejam desenvolvidas de forma consistente e que permitam, por um lado, uma performance óptima e, por outro, uma boa capacidade de recuperação entre esforços. Um VO2máx elevado vai permitir ao atleta poupar o glicogénio para as fases mais intensas do esforço, uma melhor capacidade de recuperação pós esforço e uma velocidade mais elevada de remoção de lactato. Por outro lado, um limiar anaeróbio elevado significa uma contribuição aeróbia mais prolongada e, assim, uma maior poupança de glicogénio.Vários estudos demonstram que os atletas de diferentes posições específicas apresentam diferentes perfis em termos fisiológicos, mesmo sem treino específico, e isto sugere que os exercícios de treino devem ser adequados em termos de cargas, e que estas sejam um reflexo da exigência física do jogo que é, em tudo, diferente em termos de solicitação fisiológica por posição específica.


Grande Abraço a todos que por aqui têm passado !

Vítor Severino

Não é mau....Nada mau mesmo !

video

IX FÓRUM DO DESPORTO - 6 e 7 de Março

A FCDEF e a APPEFIS [Associação de Portuguesa de Professores de Educação Física] promovem o IX Fórum do Desporto, no Auditório B1 do Departamento de Engenharia Informática, no Pólo II da Universidade de Coimbra.

PROGRAMA

06 de Março de 2009 : SEXTA - FEIRA

17h30

18h00

18h30

19h15

20h00

21h30

23h00

ABERTURA

O CONTRIBUTO DO DESPORTO NO DISPÊNDIO ENERGÉTICO DIÁRIO EM POPULAÇÔES PEDIÁTRICAS

Manuel João Coelho e Silva

FCDEF – Universidade de Coimbra

EPIDEMIOLOGIA DA ACTIVIDADE FÍSICA

José António Ribeiro Maia

FADE - Universidade do Porto

INTERVENÇÃO EM CONTEXTO ESCOLAR - PROGRAMA PESSOA

Cláudia Minderico

Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular

JANTAR

Assembleia Geral da APPEFIS

INTERRUPÇÂO DOS TRABALHOS

07 de Março de 2009: SÁBADO

09h30

10h00

10h30

11h00

11h30

12H00

12h50

GERONTOLOGIA E EXERCÍCIO FÍSICO

Raul Martins

FCDEF- Universidade de Coimbra

EXERCÍCIO E SAÚDE EM POPULAÇÕES ESPECIAIS

José Pedro Ferreira

FCDEF – Universidade de Coimbra

INTERVALO

ECOLOGIA DA ACTIVIDADE FÍSICA [o papel do “built environment”]

Rute Santos

Bolseira FCT [Universidade do Porto]

ACTIVIDADE FÍSICA NO CONTROLO DO PESO CORPORAL – DA RAZÃO À AUTO-DETERMINAÇÃO

Pedro Teixeira

Faculdade de Motricidade Humana

Moções APPEFIS

ENCERRAMENTO


in: www.fcdef.uc.pt

Coerver Soccer Coaching - Workshop

(clicar para aumentar)

Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Futebol Juvenil: Conceitos Para a Formação – PARTE II

(Síntese de “Futebol Juvenil: Conceitos para a Formação”, comunicação elaborada para o Colóquio “Futebol Moderno: Conceitos e Tendências” – Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, 19 de Julho de 2008) Autor: Vítor Severino Futebol Juvenil: Conceitos Para a Formação – PARTE II

O processo de treino é fundamental e deve ser, sempre, conduzido de forma coerente e ajustada às características individuais do jovem atleta. Se pensarmos em escalões de formação, não podemos ignorar a variabilidade individual que se verifica, principalmente, nos escalões de pré-especialização. O escalão de iniciados é normalmente a faixa onde se encontra maior variabilidade, isto porque o salto pubertário ocorre, nos rapazes, por volta dos 13-14 anos. O “problema” que se coloca é que os jovens crescem, como se sabe, a ritmos e em momentos diferentes. Por outras palavras, e voltando a salientar o que foi já referido, o modelo de “estratificação” dos atletas é feito tendo em conta o bilhete de identidade quando se sabe que, na verdade, a idade cronológica não é em nada proporcional à idade biológica. Colocam-se então algumas questões para reflexão:


- As cargas de treino e métodos de treino devem ser iguais para todos?

- A intervenção do treinador em termos “pedagógicos” deve ser igual para todos?

- Qual a influência do treino em atletas com características tão distintas?

- Não existem diferenças em termos de prontidão, e que remetem para diferentes capacidades de solicitação aeróbia e anaeróbia no treino, tal como a força?

O processo de treino, das escolinhas aos juniores, deve seguir um rumo próprio e que permita o desenvolvimento máximo do potencial de cada um, sem que a busca desenfreada do “mini-campeão” ou do “bota de ouro das escolinhas” possa colocar em causa o normal desenvolvimento da criança / jovem. A este propósito, parece-me que a proposta de Balyie & Hamilton – LTADM (Long-Therm Athlete Development Model), sugere e refere bem aqueles que são (apenas) os traços gerais / linhas orientadores em termos de orientação desportiva para cada escalão etário. A proposta é transversal a todas as modalidades e compreende 4 etapas específicas:

- ETAPA 1 – “FUNdamentals” (5-11 anos): Deve ser dada especial ênfase ao desenvolvimento das habilidades manipulativas específicas de base (skills); As actividades devem ser de curta duração e sempre com a presença do factor lúdico (a criança aprende jogando, enquanto se diverte); O desenvolvimento da resistência é feito através de formas generalizadas de jogo e o desenvolvimento da força através de saltos, skippings e outras actividades que envolvam apenas a utilização do peso do próprio corpo (auto-carga); PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA – 5 a 6 vezes por semana, em mais que uma modalidade.

- ETAPA 2 “Training to Train” (11-14 anos): Aqui o atleta aprende a “como treinar” – treino monitorizado; Vertente lúdica deixa de ser primordial, apesar de ser importante em determinados aspectos da aprendizagem; Como foi já referido, é nestas idades que a idade cronológica não é, de todo, a melhor forma de categorizar atletas (pico de velocidade de crescimento); Por se encontrarem num período rápido de crescimento ósseo, e não tanto em termos musculares (descoordenação), pode haver a necessidade de um trabalho de refinamento técnico (Skills, coordenção, agilidade, flexibilidade); O Treino aeróbio é mais estruturado e a vertente anaeróbia deve ser de curta duração; Desenvolvimento da velocidade (em termos técnicos e neurológicos – reacção); PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA – Treino específico 4 vezes por semana, e participação noutras actividades.

- ETAPA 3“Training to Compete” (14 – 16 anos): Atleta encontra-se num período de largas modificações em todas as vertentes do seu desenvolvimento; Deve haver uma maximização do treino aeróbio/anaeróbio; Maximização do treino da força, com utilização inclusive do treino em máquinas de musculação (complemento do treino); Progressão gradual das cargas; Aprender/especializar no que se refere ao “como competir”, a nível táctico-técnico e com incrementos graduais na complexidade. PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA: Treino específico da modalidade 6 a 9 vezes por semana.

- ETAPA 4“Training to Win” (16-18 anos): Treino específico em termos de complexidade / dinâmica das cargas, com o apoio de especialistas das ciências do desporto e medicina desportiva; Utilização de técnicas mais complexas no que se refere às cargas físicas; Monitorização para evitar o “sobretreino”; Procura-se o rendimento máximo do atleta. PARTICIPAÇÃO DESPORTIVA: 9-12 vezes por semana.

Não deixa de ser um modelo teórico, mas julgo que engloba bem aquilo que deve ser o caminho a percorrer. Em última análise, neste capítulo, “Qualquer processo de formação não pode ter como preocupação prioritária a obtenção de resultados imediatos na medida em que a aprendizagem não deve ser norteada por imperativos de rendimento imediato, sob a pena de se estar a comprometer a evolução futura do jovem praticante” (Mesquita, 1997).

CONTINUA…

Abraço a Todos!

Quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Taça Cidade dos Campeões


"Nos dias 27, 28 e 29 de Dezembro de 2008, no Complexo Desportivo de Vila Real de St. António, decorrerá a 1ª edição da TAÇA CIDADE DOS CAMPEÕES.

Nesta primeira edição do Torneio participarão 8 equipas de Sub 15 (atletas nascidos em 1994), escalão Iniciados – Futebol de onze.
Contamos com a presença de 144 Atletas, 40 Dirigentes, Treinadores e Massagistas. Estarão presentes equipas oriundas dos distritos de Braga, Porto, Coimbra, Lisboa, Setúbal e Faro.Tais como: Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal, Futebol Clube do Porto, Vitória Sport Clube de Guimarães, Associação Académica de Coimbra, Sporting Clube de Braga, Vitória Futebol Clube de Setúbal e ainda 1 Selecção composta por jogadores da AF Algarve de Sub 15.
A ENTRADA É LIVRE ! No Complexo Desportivo de Vila Real de St. António, na primeira fase serão realizados 12 jogos, num formato de 2 grupos de 4 equipas, jogando-se na manhã e tarde de 27, manhã e tarde de 28. Na manhã de 29 realizar-se-ão 3 jogos (atribuição do 8º ao 3º lugar) e à tarde jogar-se-á a Final, seguida da Entrega de Prémios a todos os participantes."
Mais informações no site acima referido.